Pular para o conteúdo principal

Afinal qual é o mundo real?

Sempre fui acusada de não viver no mundo real. Você é maluca, doida, uma figura, uma peça rara, eram frases comuns ouvidas por mim de meus amigos e outros que tentavam me descrever de maneira educada.

Sim, porque os que possuíam mais intimidade para falar diretamente ou os que queriam mesmo machucar usavam frases do tipo "você é grossa, insensível, revoltada".

Então passei muito tempo da minha vida tentando enxergar o mundo por outras óticas, em busca do tal mundo real. Num momento especial, lá pelos 35 anos, com um emprego que oferecia status, dinheiro e a sensação de auge profissional, um colega me perguntou: porque você faz tanta questão de ser diferente?
Aquela pergunta me chocou. Não via isso em mim (talvez estivesse acostumada a ouvir que era esquisita), mas se era verdade que eu fazia intencionalmente, queria saber COMO.

Depois de pensar um pouco e analisar mais friamente eu percebi o que acontecia e respondi ao meu colega: "eu não faço questão de ser diferente, apenas não me esforço para ser igual". Isso é que fazia toda a diferença.

Não importava em qual idade eu estava, nem qual círculo financeiro ou filosófico frequentasse. Não fazia diferença em qual cidade ou estado eu estava morando. Tampouco minha posição na empresa na qual estivesse trabalhando. Eu era sempre mais ou menos estável = totalmente inconstante e transparente em tudo.

Percebo agora que existem milhões de mundos reais. Os que são assim ou assado e seus opostos diretos ou indiretos. TODOS estes mundos são reais para seus respectivos grupos, principalmente quando ignoram os demais. O das famílias religiosas ou ateias, ricas ou pobres, empregados ou patrões, honestos ou corruptos, felizes ou amargos...

Eu nunca fiz o menor esforço para "parecer" igual, pertencer ao grupo. Não sentia esta necessidade.

É fácil ilustrar este cenário de diversos mundos reais, basta pegar um jornal impresso e folheá-lo calmamente e atento, de fio a pavio. Ali temos estampados os diversos mundos, com suas alegrias e amarguras, problemas e soluções, sabores e dissabores. Olhamos, mas não pertencemos, apenas assistimos como um filme ou novela na tv. Algumas notícias nos tocam fundo na alma, nos emocionam, entusiasmam ou desanimam. Mas basta fechar o jornal e retomar a "vida real", seja ela acudir o bebê chorando, mudar as aplicações de banco, abaixar rápido para não ser atingida pelo tiroteio ou ter que decidir se este mês compra um Porsche e nas férias, vai ao Caribe comprar aquela casa que conheceu mês retrasado.

Em nossa "rotina real" não cabe a diversidade de mundos que existem e que poderíamos até interferir positivamente.



Postagens mais visitadas deste blog

Condicionamentos e Padrões de comportamento

Fantástico, recomendadíssimo!!!
Assistindo um hangout hoje, do Recalculando a Rota aprendi mais que a soma de muitos livros, filmes ou experiências de vida que já tive oportunidade de ter contato até agora. Tudo bem resumidinho, direto ao ponto, recheado de "pulos do gato".


Considere substituir a palavra Universo por outra que se sinta mais confortável. Deus, Senhor do Mundo, Anjos... seja lá qual for a Fonte Maior que entenda como poderosa ou capaz o suficiente de fazer mais por você que você mesmo.

Segue um resuminho do que (penso que) aprendi:
Vamos perguntar porque agimos da maneira que agimos?
Existem diversos condicionamentos, ou padrões de comportamento que adquirirmos durante nossa vida em função dos acontecimentos a nossa volta.
Por exemplo:  Estávamos aprendendo algo (dirigir, nadar, cavalgar...) e fomos expostos a uma reação grosseira e exagerada de quem estava próximo (por algum erro cometido por nós) e então adquirimos um padrão de querer ser perfeitos para nao p…

Quando você muda o modo de observar as coisas, as coisas mudam

Frase


O amor é a solução. 
 "Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu." (John Richardson Jr.). 
"Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas." (Charles Chaplin).


Sou uma metamorfose ambulante...

Você está "achado" ou perdido?

Faz diferença?
Quando oferecemos uma chance a nós mesmos e nos mantemos mais vezes em auto observação, enxergamos. Enxergamos as oscilações comuns de nossa energia. Não importa muito a frequência e regularidade. Importa perceber acontecendo para ganhar a possibilidade de escolha.

Repare. Em alguns momentos nos sentimos fracos, sem boas ideias, com sono ou chegamos até a adoecer. Noutros estamos com o gás todo, com saúde e energia de querer salvar o mundo ou resolver todos os problemas que surgem a nossa frente.

Não é apenas uma sensação, é uma capacidade verdadeira. Genuína. Uma competência, nem sempre disponível. Portanto, mais que aproveitar bem quando ela se manifesta, pode ser interessante prestarmos atenção no que a produziu. O que motivou ela a se manifestar.

Pode ser uma alimentação mais saudável, um projeto novo ou antigo finalmente possível de ser realizado. Um novo amor, a nova estação...
A recíproca é verdadeira. O que nos sugou a energia?

Você está "achado" ou p…