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Até onde nos manteremos hipócritas?

Negro, provavelmente para lá da idade considerada para novas contratações, discurso simples, cheio de erros de português, transparecendo certa ingenuidade e grande tranquilidade para se posicionar. Possivelmente um discurso sincero e íntegro, basta prestar um pouquinho de atenção.

Quem é você? Quem sou eu? Quem é ele? Quem somos nós?

Somos...

Nossa sapiência na língua materna?
Ou seremos nossa fluência em mais outras línguas?
Seremos nós a cor de nossa pele? Nossa idade?
Quem sabe somos os diplomas que carregamos.
Ou então as roupas que vestimos e o carro que possuímos.

Seremos nós o quanto estudamos, moramos, construímos, destruímos, colaboramos?
Seremos a propaganda ou o estereótipo que nossa "imagem" projeta?

Não, nós não somos SÓ o que aparece externamente.
Somos muito mais e principalmente o que carregamos dentro de nós desde o nascimento.

Penso que somos o que sentimos.
O que fazemos e deixamos de fazer.
O que pensamos, acreditamos e construímos de efêmero e sutil,
muito mais do que o que construímos de permanente ou físico.

Somos o caráter que exercemos.
A ideologia que praticamos.
O amor que compartilhamos.
O perdão que nos permitimos.

Só isso é que nos faz grandes e importantes.
Só pessoas assim fazem a real diferença no dia-a-dia do mundo.
Por um mundo digno para todos.
Precisamos aprender a valorizar mais o que já vem de fábrica,
para não desperdiçarmos tantos brilhantes brutos.
Eles existem, estão entre nós, mas teimamos em ignorar por falta de algo que nos ensinaram a valorizar. Mas que se tivesse um valor real não nos teria jogado no lixo em que estamos.

São pessoas de conteúdo próprio, não só de embutidos pela sociedade.
Enquanto excluirmos tantas pérolas apenas porque não parecem pérolas... não chegaremos lá.
Marcia Sisi

segue o vídeo que serviu de inspiração a este post

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