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M.C.Sisi autora em TI Especialistas

transcrição de conteúdo das várias publicações entre fev e novembro de 2011 


AUTHOR ARCHIVES M.C.SISI

Sobre M.C.Sisi

Especialista em Educação e Tecnologias da Informação e Comunicação :::Summary Atuo em TI desde 1991 com capacitação de equipes, consultoria e palestras em instituições de ensino públicas e particulares e empresas em todos os níveis hierárquicos. :::Specialties TIC - Tecnologias da Informação e Comunicação. EAD - Educação a Distância. Analista de Sistemas Web. :::Education Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano - campus Senhor do Bonfim - Licenciatura Plena em Tecnologias da Informação e Comunicação, 2010 - 2014 Universidade Cidade de São Paulo - Especialista, Tecnologias e Educação a Distância, 2010 - 2011 Fundação Armando Alvares Penteado - Licenciada, Artes Plásticas, 1989 - 1991 :::Interests Sementes todas... as que se espalham, que germinam, as que morrem sem germinar... ... não importa muito onde vão parar, são sementes... contém em si, infinitas possibilidades.........





ABSURDO?… PODE SER


Publicado por M.C.Sisi / 19 de novembro de 2011 / Em Tecnologia


referente discussão linkedin


Absurdo?… pode ser… Mas pessoalmente acredito que absurdo é uns ganhando 500, outros 50.000.


Nossa sociedade é uma máquina cheia de engrenagens… cada pequenina engrenagem parada ou com defeito AFETA a VIDA de todos em maior ou menor grau, a curto, médio ou longo prazo.


O que acontece quando param os carteiros, os lixeiros, os bancários?


Um mísero dia parados e bagunçam a vida de um monte de gente. São os que ganham menos. Já alguns servidores do senado podem tirar férias de um ano inteiro que ninguém vai sentir tanta falta.(nota: http://noticias.uol.com.br/politica/2011/08/29/servidores-do-senado-ganham-salarios-de-ate-r-46-mil-por-mes.jhtm )



Quando meu primeiro marido foi na empresa esclarecer que não podia mais trabalhar 16 hs por dia, nem aos finais de semana porque tinha virado papai e queria encaixar esposa e filho em sua agenda sabe o que aconteceu?


Ele ficou em reunião até as 2 da madruga na empresa e voltou pra casa todo feliz dizendo que NÃO conseguiu o que queria, mas em compensação, ia receber um aumento de 30% mais comissão no lucro… ???


Vendeu sua vida familiar para a empresa?

Bem, foi o que eu disse para ele na época (1992)


Hoje estou no segundo casamento, mais 3 filhas e perdi a noção do que é absurdo, pois tenho sobrevivido com menos de mil reais por mês. Sou responsável por TODA a administração financeira do Lar, além de babá, cozinheira, faxineira, além dos clientes esporádicos de criação de sites.


Eu sou uma exceção? Pode até ser, considerando que sou formada e atuante em TI há 20 anos… mas diria sem pensar muito que 5 mil reais para ser uma profissional registrada, com salário certo todo fim de mês, hora certa para entrar e sair da empresa, é um valor mais que suficiente. Não aceitaria 10 mil /mês pra continuar sendo dona de casa e babá.


Pessoalmente fico imaginando o que aconteceria se num determinado país TODOS ganhassem um mesmo salário mínimo (digno e funcional, claro), independente da função ocupada. Cada pessoa poderia experimentar qualquer trabalho que desse na telha até achar um que fosse agradável, prazeroso…


Aos céticos e sarcásticos de plantão já vou logo me adiantando que esse PAPO de que TODO MUNDO prefere é NÃO trabalhar não cola mais.


Ninguém quer é trabalhar em algo chato. MAS TODOS nós sentimos a necessidade de ser útil, de criar, de produzir e principalmente de FAZER A DIFERENÇA.


Então, imaginar caminhos completamente inéditos, usando até antigas peças para montar novos quebra cabeças, pode ser sim uma boa alternativa. Bastariam alguns heróis, coisa rara hoje em dia.


DIGO mais, eles EXISTEM e estão entre nós… é só pesquisar na net!


Vamos nos juntar a eles e fazer a nossa parte?


Obrigada









…NÃO CONSEGUI RESISTIR!


Publicado por M.C.Sisi / 14 de julho de 2011 / Em Carreira, TI Corporativa /


o assunto é
Sobram vagas de TI no Brasil … via TI Especialistas – Brasil no linkedin


Se me permitem, vou pentelhar a discussão rsrsr

… ..

O que eu vejo, desde 1993 (minha primeira contratação oficial na área) e que infelizmente continua acontecendo até hoje é:

….. ..

1) o profissional de T I C que funciona, é o que não para de estudar, aprender e experimentar novas soluções quase que diariamente.

2) a empresa que percebe a necessidade de um profissional de T I C depende de um profissional de RH para obtê-lo e de um profissional (supervisor, chefe, gerente, diretor etc) para “testar” e aprovar a contratação dele.

…. …

Ora, se nem o profissional de T I C consegue se manter atualizado sobre tudo, que conhecimentos possuem nossos “selecionadores” para tal contratação, valorização etc e tal? Só lhes restam papéis assinados por instituições “supostamente” confiáveis.

… .

Eu, por exemplo, tenho tanta experiência na área que costumo assustar as pessoas que conversam comigo. Pensando em embolsar um papelzinho que garanta aos menos avisados sobre minhas qualificações, entrei numa faculdade (de novo). Foi horrível e constrangedor. 1º. eu sabia mais que os professores. 2º. verifiquei que os alunos vão sair de lá muito pouco menos informados e formados do que entraram. 3º. quase conseguiram me convencer de que eu estava maluca, afinal internet é só uma parte da história pregam.


….. …

Noves fora, nada.

Estamos ainda em tempo de transição, vai passar eu sei. Mas tenho contas vencendo enquanto isso rsrsr… O que fazer?









JULGAMENTO DE VALOR


Publicado por M.C.Sisi / 1 de abril de 2011 / Em Carreira, Gestão de Conhecimento, Tecnologia Social / 5 Comentários


No ambiente educacional, quer queira quer não, estamos aprendendo.


A conhecer o outro, a conviver com ele, a comparar, tentar entender, respeitar. Aprendendo principalmente a conhecer a si próprio durante a convivência com o outro. Aprendendo como criar quem queremos ser.






Em muitos deles, apesar do discurso geral ser o de “todo o empenho para melhorar tem surtido resultados”, o que se vê é que em muitos casos, mais do que aceitável estatisticamente falando, o que ocorre na prática é diferente.






Existe um forte interesse de que a grande massa permaneça apenas “obediente”. Parcialmente consciente de seus direitos e deveres, suas obrigações. Porém o mais distante possível da consiência de suas liberdades, de seus poderes intrínsecos a vida.






Entendendo que “virar a mesa do outro” é uma ação típica na maioria dos ambientes competitivos, muitos de nós, aprendemos desde a mais tenra idade e durante toda a nossa formação que ” vence o mais forte, sobrevive o mais esperto, manda quem pode e obedece quem tem juízo”.





No entanto vou focar aqui os outros poucos ambientes onde surgem reais interessados em “virar a mesa”, a própria, o que fatalmente reflete em todos a sua volta. A exemplo de Ricardo Semler* e Ricardo Jordão* que vêm iluminando o caminho de tantos de nós com suas idéias, sugestões e exemplos concretos de que é possível fazer melhor, mas que para isso é imprescindível fazer diferente. Em seus livros, empresas e até escola, Semler inacreditavelmente consegue mostrar com fatos o que pode parecer impossível para a maioria.





Nestes ambientes “diferentes”, com mais ou menos interessados em fazer acontecer “mais para todos”, fatalmente surgem obstáculos. De todo tipo. Pessoas com medo, raiva ou inveja, pois apesar de em seu coração até sentirem que é a “coisa certa” elas não fizeram e provavelmente nem se atreverão a fazer. Não que as consequências de atos “diferentes” sejam imprevisíveis, pelo contrário, são totalmente previsíveis: desconfiança, descrédito, desmoralização, ofensa, perseguição, desrespeito e exatamente por isso a maioria prefere abster-se desta aventura.





Eu sou igual a todos, apesar das diferenças, e também sei o quanto é complicado arranjar tempo para pensar no todo ou em todos quando a própria rotina caótica da sobrevivência nos toma a maior parte das energias. Este já seria motivo suficiente para nem começar uma caminhada mais ampla. Mas o enfrentamento de seus semelhantes neste processo, de suas revoltas e descontentamentos, por percepções equivocadas do que poderia ser melhor, realmente me parece ser a maior barreira.





A situação ocorre em qualquer lugar. Na roda de amigos, nos templos, na família, na empresa, escola, em qualquer agrupamento social. No ambiente escolar me chama mais a atenção pelo simples motivo de que acreditamos ser ali que o indivíduo se forma. Tanto pela importância e valor que lhe atribui a sociedade, como pelo número de horas diárias que dedicamos neste projeto “estudar”, como e principalmento pelo volume de anos que passamos nele.





A partir desta perspectiva podemos desenhar um cenário de possível confronto de opiniões entre alunos e professores. E ai? O que acontece numa situação dessas onde, supostamente, a intenção é “abrir as cabeças”, ensinar a aprender, incentivar a capacidade crítica?

Frequentemente o que vemos é a personificação do “cale a boca porque aqui quem manda sou eu” proferida pelos professores. E quem “tem juízo obedece”.






E quem não tem, faz o que?






_______________________________


* saiba mais sobre ambos aqui: http://www.bizrevolution.com.br/bizrevolution/2009/08/ricardo-semler.html









NÃO SE BARGANHAM DIREITOS


Publicado por M.C.Sisi / 18 de março de 2011 / Em Tecnologia Social / 2 Comentários


Normalmente tenho uma “atuação tecnológica” em todos os ambientes que frequento. Mais ou menos como não se deixar de ser médico (e dar “opiniões médicas”) mesmo estando fora do hospital ou do consultório.


Acontece naturalmente. Quando você se especializa em algum assunto, você respira ele. E tudo sobre isso fica muito simples e corriqueiro, por mais estranho que possa parecer aos demais, alheios a tais rotinas e conceitos.


Desta maneira me percebo atuando tecnologicamente em benefício do outro sem qualquer alarde. Diria isso em outras palavras assim: sem vender meu peixe.


Isso tem implicações financeiras claro, mas também em meu marketing pessoal que acaba provocando o medo ou desdém ao invés da admiração. Ao realizar o “mágico” sem anunciá-lo devidamente, sem explicar o processo e dificuldades, eu acabo assustanto o “público”. Isso quando percebem que algo foi feito.


Muitas vezes sequem tem conhecimento de todo o trabalho que estou realizando na retaguarda para que tudo esteja acontecendo adequadamente.


Muito disso acontece porque acredito que não se barganham direitos. Eu vejo com transparência a interdependência e não faz o menor sentido para mim, por exemplo, vender uma hospedagem e depois querer cobrar extra para ativar contas de emails. Certo ou errado é como tem acontecido.


Numa sugestão de plataforma para relacionamento entre o grupo da faculade acabei criando uma conta no ning.com . Depois disso fui ensinando os que encontraram mais dificuldades, postando mensagens de incentivo a interação, explicando dentro e fora dela (virtual e presencialmente) seus recursos e por ai vai. Mas isso não é tudo. A retaguarda precisa de acompanhamento constante. Alguém precisa administrar.


Quando achei que não ia dar conta fiz propaganda que estava precisando de ajudantes… alunos e/ou professores… Sem candidatos.


Acabei liberando direitos de administrador a todos… imagem a confusão que deu. Travei de novo. E lá estava eu parando minhas tarefas para autorizar publicação de post de professor ou aluno. Então resolvi liberar adm só para todos os professores E


se alguém aqui me perguntar o que aconteceu eu respondo


nada


Nada, ninguém sabe, ninguém viu. Ninguém percebeu ou se percebeu não se deu ao trabalho de reclamar nem elogiar. E o pior de tudo… não o fizeram muito provavelmente por medo do ridículo. Tentando evitar a evidência da própria desinformação.


A maior parte dos usuários em tecnologia estão tão desinformados sobre ela que sequer sabem que NUNCA vão dominá-la. Que profissionais de 20 anos de mercado continuam aprendendo diariamente e que jamais saberão tudo. Que sempre precisarão dizer: não sei, nunca vi. Todos os dias!


Já era assim só com os computadores pessoais e as inovações em softwares, suas versões etc. Agora com a internet a desinformação se institucionalizou. Quanto mais sabemos mais descobrimos o quanto ainda temos para saber.


O aluno de ontem fatalmente é o professor de hoje SE ele treinou, se ele executa tarefas diariamente em algum software e tem interesse em fazer sempre mais ou melhor, certamente superou o mestre. Ele pode até não saber que o nome é “navegador”, mas sabe usar com competência suficiente para tirar proveito.


Pode até não saber o que é direito, nem usar email ele usa, mas sabe navegar.


“…Todos somos ignorantes, só que em assuntos diferentes…” não sei quem disse isso, mas a cada dia tem mais razão.


Você não acha?


abraços









OPORTUNIDADES ÍMPARES!


Publicado por M.C.Sisi / 16 de março de 2011 / Em Tecnologia Social /


Lendo o post do colega Luiz Eduardo ” Sim, sou da TI e vou bem obrigado ” até me emocionei com a viagem no tempo a que ele me remeteu. Lembrar o que já vivemos é uma suposta base para não repetirmos os mesmos erros.


 


meu CP500 da prológica… (o loirinho hoje tem 19 e faz física na UFLA)


Sim, hoje uso um EEEpc da asus. Um netbook com quase 8 horas de autonomia em uso constante, mas se eu ficar abrindo e fechando a tampa ele dura quase 24 horas! Isso mesmo. Quando estou na rua só faço fechar a tampa e na próxima abertura ele acorda com todo os meus trabalhos na tela. Vai chacoalhando ligado na bolsa há um ano e continua firme e forte!


Mas eu já fui proprietária e usuária de um CP500 da prológica. Era esse mesmo o nome? Com aqueles disquetes enormes e molengas. Com a tela preta. Acompanhei um namorado programando num pc que usava a TV de monitor. Não me pergunte que ligação ele fez. Ele conferia o código nas impressões de uma matricial. Foi a primeira vez que tentaram me ensinar a programar rsrsrs.


Jurássicos a parte rsrsrs, foi e tem sido realmente uma oportunidade ímpar termos acompanhado essa evolução. Nossa geração me parece muito privilegiada neste sentido. Me faz acreditar que não estamos aqui por acaso e que podemos mais, podemos tudo! Inclusive influenciar milhões de pessoas com nossos exemplos.


Fazer a diferença na percepção do outro, tanto em relação a si mesmo quanto em relação ao TODO e sua interdependência.


A alfabetização digital está se consolidando e num futuro não muito distante teremos gestores realmente alinhados com as possibilidades da TI. Mesmo observando o quanto a escola continua distante desta realidade, continuo acreditando no ser humano e em sua capacidade para se auto-superar com ou sem o apoio da sociedade enquanto escolas e empresas. Adaptar-se a TI já é uma questão de sobrevivência.









AVISO AOS NAVEGANTES…


Publicado por M.C.Sisi / 10 de março de 2011 / Em Tecnologia / Nenhum comentário


Primeiro gostaria de pedir desculpas aos colegas leitores da área de tecnologia por algumas posturas minhas.


O uso excessivo de “aspas” em alguns textos, que tem a intenção de deixar clara a minha percepção da possível divergência de opiniões em relação a função, significado e ao valor da expressão.


Depois disso, a forma poética, filosófica, crítica e até idealista com a qual coloco os assuntos. Muito provavelmente isso se deve a minha veia artística, impossível renegar.


Por fim, esclarecer que as tecnologias ao nosso acesso, as quais estamos sujeitos, tem adquirido uma dimensão tão fundamental no cotidiano do ser humano que me parecem assuntos dissociáveis:tecnologias, seus usos, aplicações, interferências e a vida, sua qualidade, objetivo, usos e funções.


Como o meu momento está tomado a maior parte do tempo pela tecnologia e a escola, onde atuo como a profissional analista de sistemas web, a professora de artes, computação ou inglês e a aluna de segunda graduação e pós graduação em EAD, e a vida de mãe de 4 (um rapaz de 19 anos fazendo física na UFLA e mais 3 garotinhas abaixo dos 8 anos), esposa, chefe de família e dona de casa, não deixam de existir, interferir e provocar reflexões, isso tudo certamente se reflete nas colocações que faço aqui.


Livres de censura. Despojadas de segundas intenções além da primeira: sementes.


todas… as que se espalham, que germinam, as que morrem sem germinar… … não importa muito onde vão parar, são sementes… contém em si, infinitas possibilidades……..


Obrigada por sua leitura, atenção e compreensão!









SERÁ QUE É UMA BOBAGEM?


Publicado por M.C.Sisi / 3 de março de 2011 / Em Carreira, Tecnologia Social / 4 Comentários


Parece bobagem…

mas será que é mesmo?


Gostaria de propor aqui uma reflexão em nossa busca por melhores resultados.

Muitos de nós passamos nossa formação toda em escolas tradicionais, nada muito diferente, moderno ou revolucionário. Neste ambiente, muitas vezes encontramos algum grau de dificuldade na assimilação de conteúdos específicos, dentro da matemática, ciências, português ou qualquer outra. Muito provavelmente algo bem específico como por exemplo o que são hiatos ou quais as partes da flor.






O conjunto de informações que recebemos sobre o mundo em que vivemos é realmente muito interessante. Perceber a existência do ar, conhecê-lo um pouco mais e assim por diante em relação a todos os conteúdos.

Mas, sua especificidade é bem cansativa para a maioria de nós. A não ser em assuntos onde nosso interesse se vê desperto por algum motivo especial, todos os demais nos parecem “cultura inútil”, informações que não terão um uso prático a curto e médio prazo. Dispensáveis neste momento, de maneira geral.

Essa “maneira de ensinar” focada em conteúdos vem sendo questionada há bastante tempo e o MEC, atento a isso, redesenhou diversos percursos na transmissão de conteúdos. Vem orientando o meio educacional para ampliar o raciocínio e a capacidade crítica do indivíduo. Apoia fortemente a pesquisa em todos os níveis de ensino. A intenção é despertar o aluno para suas capacidades próprias, seu potencial de assimilação, interpretação e inovação. É fornecer uma educação mais robusta, encorpada, com fundamento e lógica pessoais, não apenas repasses.






Nós professores, habituados a retransmissão de conteúdos, sentimo-nos “tentados” a acreditar que saber, por exemplo, o que é um navegador (programa utilizado para navegação na internet – internet explorer, firefox, chrome etc) é uma informação básica e fundamental. Sem saber isso como manter uma comunicação sobre o assunto?

Pode ser… pode até ser que a comunicação sobre o assunto realmente precise dessa “base”. Mas certamente, como já está provado, no uso do aparato, da ferramenta navegador, em sua utilização diária para os fins a que se propõe, esse conhecimento é totalmente desnecessário. Milhões de usuários beneficiam-se dos navegadores para seus passeios pela internet e não sentem a menor falta em saber que seu nome é esse: navegador. Isso de maneira nenhuma os impede de usá-lo em seu benefício.

Ora, mas então seria mesmo necessária a cobrança desta informação numa prova, por exemplo? Num concurso? Faria sentido “avaliar” o indivíduo, sua competência na manipulação da ferramenta, sua produtividade nela, baseando-se no fato de que ele sequer sabe o nome da ferramenta?






Particularmente acredito que não.






Me faz muito mais sentido pessoas aptas a realizar uma análise sobre quem são, onde estão e para onde querem ir. Capazes de avaliar, comparando ou experimentando, os percursos possíveis para si. Planejando estas ações. Realizando estes projetos e descobrindo neste caminho quais suas melhores opções. Pessoais.

A idéia não é nova, muitos pensadores a defenderam, mas ainda me fica a pergunta: como poderíamos nós, professores com esta percepção, implementá-la?


Aguardo sua sugestão!


Obrigada.


p.s.: de quais maneiras poderíamos nos valer das novas e antigas tecnologias, dentro do atual ambiente escolar padrão, para atingir este intento?









GESTÃO DE TIC NAS ESCOLAS E3.0


Publicado por M.C.Sisi / 24 de fevereiro de 2011 / Em Tecnologia Social / 1 Comentário


… para quem perdeu o fio da meada vide as versões e1.0 e e2.0


3.1 >> porque as tvs ficam trancadas? (pergunta inocente, assumo)


3.2 >> porque as caixinhas de som dos pcs sumiram? (pcs com linux educacional possuem todo um conjunto de softwares direcionados para a educação, inclusive no formato de vídeo, com áudio)


3.3 >> porque os celulares foram proibidos?


Porque alguns alunos destroem coisas, ou levam como suvenir


Porque alguns alunos usam os celulares para ouvir música num volume incômodo para os demais ou se distraem a aula toda nos joguinhos.


3.4 >> porque “alguns poucos” adquiriram o direito de suprimir “os direitos” da maioria?

3.5 >> porque a maioria aceita a bagunça generalizada da minoria?

3.6 >> porque eu precisaria gritar para ser ouvida ou conseguir atenção numa sala de aula onde eu sou a professora e supostamente só vim aqui para auxiliar vocês no que for preciso?


Mas a gente pode ouvir música no fone ou conversar baixinho professora?


Sim… você tem o direito de não querer ouvir o que eu vim dizer, só não tem o direito de impedir que outros, interessados, possam ouvir.


Mas os outros professores não deixam


Entendo… vocês também devem entender que somos pessoas diferentes. Regras de xadrez não servem pra basquete e vice-versa.


Alguém aqui saberia me definir os conceitos de:


liberdade, colaboração, respeito, direito, dever, amor, compreensão, idoneidade, responsabilidade, equipe, conjunto?…


alguns poucos conseguem definir ou, no mínimo, exemplificar com clareza.


Alguém aqui usa internet? orkut?


a maioria


Uma mera curiosidade que resolvi comentar agora só pra não esquecer de registrar: a grande maioria dos atuais usuários de internet hoje não sabe o que é uma “barra de endereços do navegador” (nem navegador).


Mas sabem abrir o internet explorer (6, 7, 8) e digitar na “caixinha do google” as palavrinhas mágicas que abrem sites.


Você sabia disso?









GESTÃO DE TIC NAS ESCOLAS E2.0


Publicado por M.C.Sisi / 23 de fevereiro de 2011 / Em Tecnologia / 2 Comentários


Gestão de TIC nas escolas e2.0


…sem a necessidade de toda a introdução da e1.0, sigo para mais esta aventura


e2.0


minhas perguntas feitas


2.1 >> Nossa regional de ensino possui um sistema informatizado de atribuição de aulas?


2.2 >> Esta regional possui um site, blog, ou outro veículo de comunicação pela internet que sirva aos professores e as escolas?


2.3 >> Nossas escolas possuem email? Alguém responde este email? Elas não tem site né?


minhas respostas recebidas


Ótima idéia, mas ninguém sabe usar.


Nossa conexão é muito ruim.


É preciso autorização para este tipo de coisa.


Nossa verba é muito curta para disponibilizar nisso.


Temos outras prioridades no momento.


Os sistemas informatizados do MEC já nos distraem (e gastam tempo) o suficiente, imagine sites e emails. Não inventa!









GESTÃO DE TIC NAS ESCOLAS E1.0


Publicado por M.C.Sisi / 22 de fevereiro de 2011 / Em Tecnologia Social / 5 Comentários


…pode ser “e” de edição, episódio, etapa ou estória, pois podem parecer invenções minhas apesar de serem histórias de verdade… eu mesma não saberia definir neste momento…

A idéia é disponibilizar minha visão dos fatos abrindo para discussões dos possíveis caminhos a partir da visão de quem os está lendo neste momento. Você!

As generalizações vão ocorrer na medida da intenção de uma análise focada em regras, mesmo sabendo que existem as exceções.

Vale reforçar que esta é uma experiência pessoal, minha visão particular dos fatos e que apesar dos obstáculos todos listados possuo uma confiança invejável de que dias melhores virão (em larga escala). Em pequena escala eles já existem aos montes e farei questão de incluir as referências que possuo destes casos de sucesso, os quais procuro me espelhar inclusive. São meu combustível para seguir em busca de luzes no fim do túneis.

A cena é típica de escola pública com uma única sala de computadores que passa 90% do tempo fechada e ociosa.

Eu entrei no cenário como uma “substituta” de emergência. Uma tapa buracos de aulas sem professor pelos mais diversos motivos.

Então hoje vou para a 7ªA, no lugar do professor de Ed. Física, por exemplo. Ontem, estive em duas 5ªs e 3 6ªs para português, matemática e geografia. Ou não, fui chamada para substituir a professora de Artes, que foi “promovida” a coordenadora ou está temporariamente em curso de formação ou reciclagem.

Os fatos ocorreram no período compreendido entre 2007 e 2011. Em 4 escolas e uma regional estadual de ensino dentro do estado de SP e 2 escolas e uma regional de ensino no estado da Bahia. Não é um grande universo, mas suas distâncias físicas, divesidades sociais e total similaridade corroboram as análises.

Neste ambiente todos os acontecimentos estarão se desenrolando de maneira similar. Independente do nome da escola, seu bairro, cidade ou estado. Com todas as mudanças de alunos, colegas de trabalho professoras, coordenadores, diretoras, supervisoras e políticas particulares de intituições físicas e de ordens estaduais.

então vamos a eles

e1.0

1.1 >> a apresentação e oferta básica:

Estou aqui para substituir alguns professores, possuo licenciatura em Artes, mas trabalho com computação e internet desde que me formei (1991). Desta maneira, qualquer ajuda que precisem nesta área, por favor, estou a disposição.

1.2 >> o incentivo padrão:

Vejo que possuem uma sala de computadores bem equipada. Poderíamos organizar pequenos cursos de capacitação para professores e gestores. Possuo muitos anos de experiência em treinamento e capacitação de equipes desde iniciantes – que não sabem mexer no mouse – até mais experientes – que precisam de deteminadas fórmulas no excel.

1.3 >> a proposta final:

Os computadores estão conectados? sim… bem, então poderíamos nos reunir para descobrir mais sobre os recursos da internet. Cursos gratuítos e no formato de EAD (educação a distância) para formação dos professores estão disponíveis na internet para nós.

não… que pena, mas a secretaria está não é? eu poderia fazer uma extensão e conectar todos os pcs da sala de informática (laboratório)

1.4 >> virei uma chata que só fala nisso, assunto que não interessou a ninguém enquanto grupo.

Individualmente, a maioria mostra-se completamente alheio a novidade, apesar de dizer saber sua importância e urgência, confessa total falta de familiaridade. E até chega a esboçar um interesse do tipo “… é, quem sabe, vamos ver…”

Especificamente os gestores (diretores, coordenadores e supervisores) demonstram um entusiasmo maior como algo do tipo “…Que ótima idéia, vamos organizar isso, será muito bom…” mas a organização não começa nunca.

Alguns se arriscam a dizer que já estão conectados e adoram a internet, mas não conseguem sequer me dizer qual o próprio email sem vasculhar algum papel perdido para poder copiar o endereço. Não preciso dizer que jamais me responderam um email e que os poucos que o fizeram demoraram algo entorno de uma semana ou mais para fazer.

Aliás, vale registrar a recepção em todas as escolas. Habiatuada com empresas de todos os ramos e portes, acostumei a ser apresentada para a equipe, para os ambientes e departamentos e principalmente receber uma orientaçãozinha básica sobre os valores da empresa, suas metas e políticas comportamentais.

Sabe aquele basicão de funcionário novo? Pois é, então. Não existe esta cultura em escolas. Fui sempre recebida com um “Seja bem vinda, sua aula é na sala tal” onde sala tal normalmente já indica a série e provável faixa etária (com muitas exceções) mas sempre precisei perguntar qual a matéria. Isso, a matéria da aula, aparentemete não é um fato relevante. Nem muito menos a apresentação para a equipe e demais informações padrão. Pode ser uma característica própria no tratamento de “avulsas e temporárias” como eu fui. Mas ainda assim me transpareceu como um descuido, um desrespeito geral.

Voltando para a questão das TIC, o assunto é literalmente sufocado, engavetado para algum momento no futuro.

As salas continuam fechadas e misteriosamente sempre ocupadas quando eu tento “reservar” para levar os alunos. Com raras exceções, claro, já falei sobre isso.

continuo no próximo post!












ACADEMIA ENGESSADA


Publicado por M.C.Sisi / 15 de fevereiro de 2011 / Em Carreira, Governança / 4 Comentários


O que mais se fala na academia é a importância do professor autor. Aquele capaz de produzir informação e conhecimento. Diferentemente dos que apenas os transmitem, replicando os alheios.


No entanto ela mantém-se engessada em si própria. Em suas próprias regras rígidas e ultrapassadas. Caducas.


No momento de avanço tecnológico atual, inegavelmente demonstrado em pesquisas, números e gráficos gerados pelos computadores e disseminados pela internet, é inconcebível mantermos os padrões.


Este é um momento de quebra de regras, desconstrução de paradigmas. E apesar do Mec anunciar alguns destes novos valores, utilizar-se das TIC para teoricamente distribuí-los e investir fortemente nesta tentativa de revolução teórica, a prática depende de pessoas. Nas questões da educação, de bilhões de pessoas.


Entre posturas de:
pais ausentes, trabalhadores frenéticos para proporcionar uma vida digna a suas famílias;
gestores temerosos e despreparados, alocados por indicação política;
professores confusos, mal gerenciados, desmotivados financeiramente, desautorizados legalmente e despreparados tecnicamente para o atual cenário e
alunos desrespeitados, questionavelmente defendidos, inegavelmente ignorados e profundamente mal conduzidos


o que nos restaria?


Pessoas comuns, cidadãos, jovens ou não, revolucionários ou nem tanto, conscientes ou apenas tentando adequar-se. Pessoas sujeitas obrigatoriamente as mudanças.


Porque nos telefones quem fazem as perguntas e respondem são secretárias eletrônicas. Nos bancos quem nos recepciona para entrega ou recolhimento de dinheiro são os caixas eletrônicos. Nas urnas, os tecladinhos dão conta do serviço. Nos concursos e relacionamento social moderno a internet passou a ser fundamental e o celular indispensável.


Nosotros passamos da opção para a necessidade básica.


Neste contexto pipocam os autodidatas, os defensores da legalização da educação domiciliar – Home schooling , os AEL – arranjos educativos locais e por ai vão crescendo as novas competências necessárias a sobrevivência.


Com ou sem a academia. Com ou sem a escola formal. Com os sem os diplomas oficiais. E o mercado de trabalho, gostando ou não, tem se rendido a necessidade de contratar a experiência prática em detrimento da carimbada em papéis.









GESTÃO DE TIC NAS ESCOLAS


Publicado por M.C.Sisi / 9 de fevereiro de 2011 / Em Governança, Tecnologia Social / 4 Comentários


Possuo licenciatura em Artes Plásticas desde 1991, quando iniciei carreira em TIC. Só consegui uma brecha para as salas de aula na matéria Artes em 2007 quando minha rotina em TIC amenizou.


Venho atuando em ambientes escolares com maior freqüência atualmente, até porque voltei a cadeira de aluna oficial com a segunda licenciatura que estou fazendo, agora em TIC. E a pós em Tecnologias e EAD.


A situação da gestão em TIC nas escolas particulares não é das melhores, consigo ver muito mais a se aproveitar. Mas nas escolas públicas realmente é algo inconcebível.


Começando pelos pcs literalmente trancafiados numa sala quase abandonada. Até a vergonha dos professores em não saber sequer que língua os alunos estão falando quando conversam sobre “posts”, por exemplo.


Eu postei isso e aquilo, ou, não consegui postar ontem…

Desta maneira não é difícil deduzir que está “tudo parado” só porque os gestores desconhecem a tecnologia, não sabem usá-la, que dirá dominá-la com a segurança necessária para ensinar.


Fica a impressão de que as máquinas vão explodir se alguém tocar no lugar errado! Infelizmente os gestores e os professores acabam sendo responsabilizados por qualquer avaria ou mal funcionamento nos equipamentos, o que os empurra para a fácil solução do “não mexa”.






Mal orientados e principalmente mal amparados por técnicos competentes, que os “libere” para errar e deixar os alunos errarem (parte básica do processo de aprender, tanto mais em TIC), os responsáveis fogem do assunto, ainda.

Acredito sinceramente que um caminho mais rápido para eliminar este gargalo seria “liberar total” para a criançada. Com um adulto olhando para que as partes físicas permanecessem inteiras, a lógica poderia ser liberada para uso sem restrições.


Desde que a manutenção preventiva e corretiva fosse realizada com regularidade e competência.






Nesta solução arriscada, porém rápida, consigo ver eficiência num ambiente de aprendizado mútuo entre professores e alunos.

Precisamos de gestores e professores corajosos para uma empreitada dessas. Corajosos e humildes. Enquanto nós professores não avançarmos da era medieval para a atual e aceitarmos que, com as novas tecnologias, aprender e ensinar é via de mão dupla e ENSINAR A APRENDER é a mais importante matéria na atualidade, tanto para professores quanto para alunos, infelizmente continuaremos com o breque de mão puxado.

Pretendo contar mais sobre casos reais, ouvir sugestões, propor soluções.


Mas fica pra próxima publicação rsrsrs.

Abraços


M.C.Sisi









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Condicionamentos e Padrões de comportamento

Fantástico, recomendadíssimo!!!
Assistindo um hangout hoje, do Recalculando a Rota aprendi mais que a soma de muitos livros, filmes ou experiências de vida que já tive oportunidade de ter contato até agora. Tudo bem resumidinho, direto ao ponto, recheado de "pulos do gato".


Considere substituir a palavra Universo por outra que se sinta mais confortável. Deus, Senhor do Mundo, Anjos... seja lá qual for a Fonte Maior que entenda como poderosa ou capaz o suficiente de fazer mais por você que você mesmo.

Segue um resuminho do que (penso que) aprendi:
Vamos perguntar porque agimos da maneira que agimos?
Existem diversos condicionamentos, ou padrões de comportamento que adquirirmos durante nossa vida em função dos acontecimentos a nossa volta.
Por exemplo:  Estávamos aprendendo algo (dirigir, nadar, cavalgar...) e fomos expostos a uma reação grosseira e exagerada de quem estava próximo (por algum erro cometido por nós) e então adquirimos um padrão de querer ser perfeitos para nao p…

Quando você muda o modo de observar as coisas, as coisas mudam

Frase


O amor é a solução. 
 "Existem três tipos de pessoas: as que deixam acontecer, as que fazem acontecer e as que perguntam o que aconteceu." (John Richardson Jr.). 
"Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas." (Charles Chaplin).


Sou uma metamorfose ambulante...

Você está "achado" ou perdido?

Faz diferença?
Quando oferecemos uma chance a nós mesmos e nos mantemos mais vezes em auto observação, enxergamos. Enxergamos as oscilações comuns de nossa energia. Não importa muito a frequência e regularidade. Importa perceber acontecendo para ganhar a possibilidade de escolha.

Repare. Em alguns momentos nos sentimos fracos, sem boas ideias, com sono ou chegamos até a adoecer. Noutros estamos com o gás todo, com saúde e energia de querer salvar o mundo ou resolver todos os problemas que surgem a nossa frente.

Não é apenas uma sensação, é uma capacidade verdadeira. Genuína. Uma competência, nem sempre disponível. Portanto, mais que aproveitar bem quando ela se manifesta, pode ser interessante prestarmos atenção no que a produziu. O que motivou ela a se manifestar.

Pode ser uma alimentação mais saudável, um projeto novo ou antigo finalmente possível de ser realizado. Um novo amor, a nova estação...
A recíproca é verdadeira. O que nos sugou a energia?

Você está "achado" ou p…