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Nós somos a maioria

As vezes fico indignada com as notícias.

Entendo que em todas as profissões encontramos escravos do sistema, que antes de serem e se comportarem como seres humanos dignos, se rendem as ordens do patrão.

As vezes até entendo isso... afinal como ser um adulto responsável e digno sem conseguir pagar as contas? Como sobreviver sem nem comer direito? Aliás, isso não me pergunte porque apesar de até ter vivido a experiência não sei explicar como acontece não.

Mas, de todas as profissões (na era da informação) a que parece causar os maiores feitos é a de repórter, jornalista e afins. São neles, espalhados pelas mídias, que a maioria de nós acredita. Suas notícias moldam nossas vidas, nos empurram ou enterram.

Quando tropeço numa poesia (aqui falada) como a que encontrei hoje... me sinto uma estúpida e mal informada. Me sinto ludibriada ao, as vezes, acreditar que tem mais gente má que boa, no mundo.

Não acho que é verdade.

Nós, os que acreditam numa vida digna para todos (sem discriminação), somos a maioria.

Ainda que não tenha sido isso que nos ensinaram na sociedade, na escola, igreja ou família, nossos corações sentem pulsando forte e cada dia mais: nós somos todos iguais, somos todos um.

Segue o áudio* que tropecei hoje:

http://www.recantodasletras.com.br/audios/mensagens/73281

Ele acendeu uma luzinha dentro de mim: TEM mais coisa boa que ruim acontecendo por ai. Nós só estamos muito mal informados. Estamos cada dia mais confusos ouvindo o que os outros pensam, como se fossem os donos da verdade e pudessem decidir que é certo ou errado.

A verdade está dentro do coração de cada um.
Vamos ouvir mais?
O silêncio pode ajudar nesta escuta.
Experimente você também.




transcrição do áudio:

Sou puta

Sou puta quando uso a boca vermelha, o salto agulha e o vestido preto
Sou puta, mordo no final do beijo,
não fico reprimindo desejo e nem me escondo na aparência de menina.

Sou uma puta de primeira.
Acordo as seis e meia, pego ônibus debaixo de chuva,
não dependo de salário de macho e compro a pílula no final do mês.

Eu sou uma puta com P maiúsculo.
Dispenso compromisso, opto por independência e não morro de amor.
Eu acordo sozinha, cresce sozinha, vivo na minha,
bebo num bar da esquina, vomito no chão da cozinha...

Sou uma putinha.
Passo a noite em seus braços mas não me prendo no laço em que você quer me prender.
Sou puta. Você tem meu corpo, que eu quis te dar e quando esta noite acabar eu não vou mais te pertencer. E se de mim você falar, eu não vou me importar porque um homem que não me faz gozar nunca terá o meu endereço.

E não é gozo de buceta,
é gozo de alma, é gozo de vida.
É me fazer sentir amada, valorizada e merecida.

E se de puta você me chamar, eu irei agradecer.
Porque a puta aqui, foi criada por uma puta brasileira,
que ralava pra sustentar os filhos e sofria de racismo na feira.
Foi espancada e desmerecida e mesmo assim sorria o dia inteiro.

Uma puta mulher ela foi.
E puta assim, eu quero ser.
Porque ser uma mulher independente, resolvida, segura, divertida,
colorida e verdadeira assusta os homens.
Entre os machos faz acontecer um alvoroço.
Onde já se viu uma mulher com voz?
Elas tem que ser prendadas e educadas.

E se por acaso for amada, tem o direito de ser morta pelo parceiro cachorro,
adestrado pelo povo brasileiro. Sai pelada na revista, excita, dança, bate um, cai de boca,
mama ele e os amigos e depois vai ser encontrada num bueiro.
Num beco estuprada porque tava de batom vermelho.
Tava pedindo, foi merecido.
E se o crime foi passional... pobre o rapaz apaixonado,
estragou a própria vida.

Por isso que eu sou uma puta,
porque sou forte e sou guerreira.
Sou fêmea, não sou reprimida nem calada.
Sou revoltada e indignada e sou rotulada assim... como puta.

Então que eu seja puta.
E não menos do que isso.























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