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Política e Políticos

Você tem um modelo funcional no seu grupo?

Teria coragem de nos contar a sua receita de sucesso?

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Quando criamos a ilusão de que em algum momento seríamos capazes de fazer isso bem feito para os grupos maiores quando já nos pequenos nos perdemos?

Considerando quão mal treinados que fomos, para manter a organização e a justiça dentro de nossos pequenos espaços de convivência em grupo (amigos, família...) as chances de fazermos melhor como políticos diminuem drasticamente.

A estrutura social, onde pessoas decidem viver com/entre outras pessoas (sociedade) por mais maravilhosa que seja, digamos cooperativa em vez de competitiva, impõe algumas regras.

Os poíticos e seus nomeados (dirigentes da sociedade) existem para definir a regras intrínsecas para boa convivência dos grupos que dirigem. Certo? Reúnem-se, discutem e definem os limites para direitos e deveres, afinal, a liberdade de um acaba onde começa a do outro.

Ainda que não existisse um só corrupto na face da terra, nossa estrutura política funcionaria para cumprir o papel para o qual foi criada?

Vamos pensar um pouquinho na questão política pelo seguinte cenário/ponto de vista:

Pegue seus melhores amigos, ou as pessoas mais confiáveis e honestas que conhece. Agora, distribua a responsabilidade de organização de uma célula social razoavelmente complexa entre estas pessoas. Pense a partir do que temos hoje. Presidente, Senadores, Deputados, Governadores, Secretários, Prefeitos… Cada qual responsável por uma parte do todo.

Fatal e rapidamente estes eleitos entrarão em choque de interesses, pelos mais diversos motivos, e para que tudo continue funcionando farão acordos. Assumirão compromissos entre si. Algo como “este ano vamos investir mais em educação para recuperar…” "e ano que vem esse mesmo esforço irá para a saúde, ou transporte”. Acordos onde uns cedem seus interesses a favor de outros, entendendo que diante dos problemas existentes este foi o melhor acordo.

Nos meses e anos seguintes, cada promessa/compromisso assumido por estes dirigentes será cobrada por eles mesmos e pelo grupo social que dirigem. Em algum momento os gargalos vão surgir, fatalmente a qualidade dos acordos vai diminuir, bem como o cumprimento dos compromissos anteriormente assumidos sofrerá reajustes. Tudo isso parece real o bastante para você?

Existe uma maneira de fazer isso tudo funcionar bem a maior parte tempo?

É possível enxergar a semelhança desta organização em qualquer grupo de pessoas. Dos mais simples (um casal de amigos ou namorados), passando pelos médios (família e familia dos pais, condomínios, escolas, clubes), até outros mais complexos (como bairros, cidades, estados, países), em todos eles o raciocínio de distribuição de responsabilidades, acordos e compromissos estará presente.

Quanto maior o senso de unidade, respeito, confiança ou a vontade de ser honesto e de fazer dar certo forem presentes, maiores as chances da “máquina” trabalhar bem, concorda? Mas isso não vai excluir as longas discussões para definir os acordos, nem mesmo vai eliminar os momentos em que algumas partes do conjunto se sintam desfavorecidas, prejudicadas ou insatisfeitas com os resultados.

Quando criamos a ilusão de que, mal treinados que fomos, para manter a organização e a justiça dentro de nossos pequenos espaços de convivência em grupo, em algum momento seríamos capazes de fazer isso bem feito para os grupos maiores?

Fico olhando para nós, brasileiros, mergulhados nesta “nova” maior transparência política e boquiabertos das revelações, debatendo, tentando achar os culpados, separar o joio do trigo… e durante tal processo nos perdendo de nós mesmos, tentando justificar o injustificável, defender o indefensável, tomando partido e nos posicionando para a afronta.

Será que poderíamos estar usando essa energia toda para inventar algo melhor? Nem que funcionasse apenas entre nossa própria família?

Existe algum modelo de organização, já criado, que tenha feito o suficiente para manter “a casa” mais tempo em ordem que no caos? Como começou? Quais suas regras? Quanto tempo durou funcional? Quando acabou? Por que acabou? Ainda existe? Como persiste?

Se nunca existiu, precisa ainda ser inventado!

Você tem um modelo funcional em seu grupo? Teria coragem de nos contar a sua receita de sucesso?

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Marcia Cristina Sisi

Análise de sistemas, processos, planejamento e controle na Eco.br

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