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As vezes penso em você...

Costumo dizer que todo problema tem solução, se nao tem solução não é um problema... se não é um problema, não preciso gastar minha energia pensando nisso.

E assim vou seguindo.

Mais que envolvido em meu passado, ainda permanece no meu presente e pode interferir em meu futuro. Então, as vezes penso em você porque aparece sua presença nestes cenários. Minha mente percorre o referencial passado e questiona possíveis futuros.

Como na história do monge que leva várias ferroadas tentando salvar um escorpião de se afogar e não desiste, alegando que não vai deixar de ser quem é em função de quem é o outro. Também eu escolho continuar o caminho que desenhei para mim, independente de quais caminhos que cada um a minha volta escolheu para si mesmo. Talvez, como o Monge, eu esteja disposta a lutar por uma causa. Mas não vou morrer por ela.

Todas as vezes que me percebi "sobrando" ou dispensável nos ambientes/grupos nos quais estive, peguei meu banquinho e saí de mansinho. Ser útil, agradável, desejável e fazer a diferença onde estou é pré-requesito para eu permanecer. A condição indispensável é o sentimento de acolhimento, paz, amor, confiança e respeito. Sem isso, não faz sentido para mim continuar presente ali.

Independente das diferenças de visão de mundo, crença, sentimento ou comportamento que nos diferenciam, quando nos conhecemos tínhamos objetivos comuns. Realizamos projetos pensando, concordando, planejando e agindo juntos conforme o planejado.

Este processo foi interrompido quando os acordos começaram a ser descumpridos. Não ignoro o fato de que a maior traição de todas é trair a si mesmo. Antes do que nos comprometemos com o outro existem os compromissos que assumimos com nós mesmos. Assim, se em algum momento os acordos deixam de ser bons para os envolvidos e for preciso trair a confiança de alguém, descumprindo o acordo, entendo que trair a si mesmo não deve ser a primeira escolha. (aprendi isso nos livros de Neale Donald Walsch)

Como para manter uma equipe unida e funcional é preciso alguma estabilidade entre o que se compromete a fazer e faz, quando isso não é possível a equipe para de funcionar e se desfaz.

É uma matemática simples, não precisamos complicar.

Nossa expectativa de que isso não aconteça (da equipe se desfazer antes de ganharmos o campeonato) é que traz frustração e dor. Podemos até depositar algumas mágoas no coração iludidos de que fomos enganados ou traídos, várias vezes. Isso não é verdade. O outro consegue nos enganar uma ou duas vezes usando nossa fé nele. Nossa ignorância de quem ele é. A partir da terceira vez somos nós mesmos que permitimos isso a medida que insistimos em dar outras chances para confiar de novo.

Tenho fé que não seja impossível reconquistar a confiança de alguém. Mesmo aceitando que ainda somos apenas humanos. Errar é humano e perdoar é divino. De qualquer maneira deve ser um processo bem longo.


Revendo os acontecimentos percebo quantas vezes eu permiti isso acontecer sem dar um basta. Pior que isso é tentar entender os motivos ou ficar imaginando onde vai parar.


  1. Na minha memória (nas partes não registradas via texto ou áudio) ficou:
    • olha o visual que você vai ter da sua janela, acordar olhando para o mar...
    • eu até comentei que preferia trabalhar ali, vou adorar produzir com este visual
    • eu só quero provar que é possível, mostrar pro mundo que se eu consegui eles também conseguem... depois vou doar para alguém que se comprometa a cuidar para florescer... a única condição é não destruir... 
  2. Na memória do marido ficou "quero apenas um pedacinho que caiba minha barraca", não vou ficar aqui mas quero poder voltar sempre que quiser.


  • vista para o mar
  • no alto, do tamanho de uma barraca
  • 1/3 do preço (mesmo considerando que não será 1/3 de todo o resto, incluindo a casa pré existente)
  • 1/2 de terreno e de preço já que, na prática, ficamos com apenas 1/4
  • com água garantida, só precisamos de um rolo de cano




Vale alguma ilustração?














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